segunda-feira, 9 de junho de 2008

Para o Diogo Oliveira e Carlos Sousa e toda a gente

Meus Queridos, em toda a parte, com toda a gente, há momentos menos bons. É assim mesmo, a Vida. Mas sabem que já aquilo que, no momento, nos parece menos bom, afinal, até se torna em algo que nos vai fazer bem?
Olhem, eu fico muito zangada, pior do que estragada, quando descubro pessoas que dizem que ajudam e fazem da ajuda uma profissão. Às vezes, as pessoas que ajudamos parecem ingratas, mas eu tento pôr-me no lugar delas: coitadas, precisam, e isso deve ser difícil de suportar. Elas estão no seu direito de perguntar:"por que é que eu preciso e tu não? Porque é que tu tens e eu não?" e eu costumo pensar assim:"Meu Deus, por que escolheste esta pessoa para passar por esta situação e me poupaste a mim?" e vejo que, só por um acaso (se é que há acasos, eu acho que não há...) é que eu não sou essa pessoa e essa pessoa não é eu.
Não sei se vocês gostam de ler, se acham que algumas histórias são piegas, ou que são só para meninas, mas eu peço-vos: se tiverem oportunidade leiam um livro juvenil chamado "A Princesinha".
Para terminar, quero dizer que aceito com muito gosto ir visitar-vos à Escola. Levarei muitas fotos e histórias mas aviso já que eu sou uma pessoa muito igual às outras! Não tenho nada de especial, sou uma avó e pronto. E gosto de ler, de conversar, de contar histórias, de fazer bolinhos, coisas assim de que todas as avós gostam.
Depois não digam que não vos avisei! Não tenho nenhuma auréola nem nada...
Beijinhos, meus Amores, e tenham umas boas FÉRIAS!

5 comentários:

Anabela Magalhães disse...

E é mesmo de pessoas reais que nós estamos necessitados.
Bjs

ematejoca disse...

Eu, quando choro,
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu.

(Gota de água, by António Gedeão)

Para te acompanhar no teu novo caminho.

Bj*********************************

Maria do Carmo Cruz disse...

Lindas meninas! Uma, graças a Deus, vê-me como sou, real e frágil na minha humanidade. A outra vai-me buscar o meu António Gedeão. E eu nem faço anos nem nada! Obrigada, Lindas. Um abraço apertado da Avó Pirueta

ematejoca disse...

Eu nao tiro chapéu nem ao Bob Geldolf, nem ao Bono, nem à princesa Diana, nem à Madona.
Tudo "show" com a sua caridade para as múltidoes os acharem formidáveis.
Mas tiro chapéu a ti, Carmo.
Compreendo-te por nao gostares.
Mas tem de haver alguma coisa muito especial em ti, que mexeu o meu coracao, um coracao sempre bastante fechado.
A tua história tem de ser publicada. E este apelo que tive de mandar sem nome, para nao ralhares comigo,foi bater a muitas portas.
Só a tua mentirazinha à professora e ao teu pai é genial.
Dizes que tens defeitos.
Nós nao queremos santas, queremos mulheres de valor como tu, mais nada.
Penso. que desde que te conheco, na blogosfera, estou um bocadinho mais humana.

Hoje é Dia de Portugal. Viva o nosso grande poeta.

Bj*********************************

EMD disse...

Desaparecida mas não fugida, continuo por aqui a ler, a emocionar-me e a receber tantos estímulos.
Pois precisamos, Anabela, de pessoas reais, com qualidades e defeitos, mas tão peculiares nos gestos e sentimentos.
Compreendo o pudor, Carmo, e por isso evitei a palavra voluntária, lá na teia da fada aranhiça.
Mas estou com o Raul: neste mundo espectáculo, onde as vedettes são tão ocas, há que mostrar, sobretudo aos jovens, os que fogem ao marketing. Pode até haver milhões em missões anónimas… melhores do que a Carmo… mas é a si que conhecemos, cada vez mais intimamente pela generosa partilha de vida e pela escrita acutilante, desassombrada. E «Porque depois de se saber não se pode ignorar.»
Se nos cativou, avó pirueta, a culpa é todinha sua. A penitência é só continuar a escrever.
Beijinhos e nada de façanhas para ver o mar através da janela.