quinta-feira, 17 de julho de 2008

Mensagem nº3: Viagem do Governo a Angola: Boas-maneiras

OS IMPORTANTES COMEM À PARTE

Telefonaram-me a contar e eu não queria acreditar. Por cá, não tinha ouvido falar do caso, mas também me parecia que, para visita secreta, era gente a mais. Bem, o caso é este: neste momento está a decorrer em Luanda a FILDA e hoje era o dia de Portugal. Então, mais ou menos em cima da hora (pelo menos é o que me pareceu, porque eu leio jornais), o nosso Primeiro Pinistro, acompanhado dos Senhores Ministros das Finanças, da Economia, dos Negócios Estrangeiros, Secretários de Estado da Cooperacão e do Comércio e o senhor Presidente do antigo ICEP (nem me lembro como é a sigla agora), decidiram comparecer.
Bem, o Primeiro Ministro tinha encontro com Sua Exa. o Presidente da República angolano e os restantes ministros e mais gente foram para a Feira. Que diabo, sempre era o dia dedicado a Portugal! Acontece que, à volta do Pavilhão português, havia gente de muito interesse e interesses: grandes investidores, angolanos, portugueses e outros estrangeiros, Gestores dos maiores Bancos, etc.
Como é costume nestas situações, convive-se, trocam-se ideias e contactos, faz-se diplomacia. E, como de costume também, há sempre uma espécie de buffet, onde as pessoas se vão servindo do que há para comer e beber, em pé, claro.
Tudo normal, tudo como se faz em todo o lado. Só que os nossos ministros e demais acompanhantes não estiveram a conviver, nem a trocar cartões, nem a conhecer pessoas, nem a sondar negócios, nem a, simplesmente, comer, em pé, daquele buffet, juntamente com esses pessoas que poderiam ser vitais para os interesses portugueses.
Por incrível que pareça, o nosso pessoal político, segundo a minha fonte, que considero fidedigna, estiveram a almoçar, sozinhos, sentados, numa sala preparada para o efeito, onde foram devidamente servidos. E que, por acaso, permitia ver-se de fora para dentro...
Imagine-se a extraordinária lição de politesse, de cortesia, de saber-estar, de delicadeza, de diplomacia e de savoir-faire que deram os nosos políticos.
Gostaria de dizer "Não posso crer", mas infelizmente, tanto pela fonte da informação, como pelo que conheço destes encontros, sou obrigada a dizer que lamento, mas acredito. E que tal comportamento não é aceitável, pela arrogância que encerra, nem em Angola nem em lugar nenhum. É preciso respeitar a casa que se visita!
Valha-nos ao menos a entrevista do nosso Primeiro Ministro, ao Jornal de Angola, três páginas e que me parece não envergonharem ninguém.
Quando será que se cria um Centro de Formação para candidatos a Ministros? Olhem que é muito necessário...

6 comentários:

ematejoca disse...

„Wen die Götter lieben, lassen sie jung sterben.“: Zitat aus den Werken des Dichters Plautus, das Friedrich Schiller in seinem Gedicht "Nänie" inhaltlich aufgreift: das Gedichte ist in meinem Blog.

Nao tem nada a ver com esta discussao. Apesar que foi ao blogue do IE, e li tudo. Eu gosto de discussoes, mas nao assim. Mas achei outros comentários piores do que o 1984. Nao percebi, porque é que uma das pessoas estava farta dos professorecos.

Em cima é apenas uma resposta à tua pergunta. Eu estava indecisa entre Hölderlin ou Schiller.

Amanha chega o Diogo de Sylt.

Boa noite!

besbertocharrua disse...

avó pirueta na léve a mále cagente nunca esquéce quém nos quére bém camodos queu tô munte priócupádo cuns amigos ca tão munte duentes cum é lêucemia derrepente dum mês ca tá ém côma qué munte nôvo e co outero qué porfessor da ginástica da escola do neto do mô vezinho qué tumôre na cabeça.
abála agente né?
cando tivére melhóre despuzição contendo cunsigo tá bém?
um abraço dagente daqueles munte apertadinhes de ternura

Jorge Bastos Malheiro disse...

"Olha para o que eu digo e não olhes para o que eu faço". Vota PS!

Maria do Carmo Cruz disse...

Respostas por ordem de chegada:
Querida Teresa, tu não fazes ideia das coisas que escreverem ao Existente instante por ele escrever aquele poste. Uma vergonha. Não estão lá porque ele, depois dde dois dias, os apagou. Eu fiquei indignada e como já lá tinha a minha cara, criei um pseudónimo só para aquela situação: farta de professorzecos.
Achei que dava para entender que era eu para quem me conhecia. Porque, de facto, estou farta de professorzecos, umas pessoas que são professores porque não sabem fazer mais nada, sem carácter, que se escondem no anonimato para vomitar a sua bílis sobre a sensibilidade dos outros.
O 1984 é um caso diferente:estava a tornar-se num diálogo num blogue que não me pertencia, o que não é correcto. A nossa "diferença" é que ele acha que não se deve olhar para o que se passa com lirismos. E eu acho... o que acho. Entendeste agora? Obrigada por me localizares o autor da frase. Beijo


Cumpadre Besberto e Cumadre Maria, que pena que a causa da vossa preocupação seja o que é. Sei bem o que isso é e o sentimento de impotência que se junta à dor. Espero que, pelos menos, eles sejam poupados a dores físicas. Porque ao sofrimento, só pode fugir o Amigo que está em coma: o corpo tem dores, o espírito sofre.
E desculpem se, nas minhas brincadeiras, fui demasiado "leve". Abraço para os dois e toda a minha compaixão. Que, como o Cumpadre bem sabe do tempo em que andou no "seminário", quer dizer "sofrer com". Mais coisa menos coisa...Avó Pirueta

Oh senhor Engenheiro Jorge Malheiro: eu acordei burra ou não te entendi? Uma das coisas aconteceu. Um abraço da Avó Pirueta

Jorge Bastos Malheiro disse...

Oh, Carminho, de burra não tens nada. Andas é distraída.

Os italianos têm uma expressão muito adequada para a nossa situação: "Ogni popolo a il governo che si merita" (cada povo tem o governo que merece). Se eles fazem as «maravilhas» que se vê, se fazem as despesas obscenas que se conhece, se se governam com os desnecessários projectos faraónicos que são públicos (TGV, aeroporto de Lisboa, nova ponte sobre o Tejo...), se têm os arranjinhos financeiros que se contam, se a Justiça em Portugal continua a ser uma anedota, se vivemos afogados de impostos para satisfazer a insaciável cupidez de uns quantos, a culpa é nossa que consentimos que eles lá continuem a encher o bandulho, vestindo fatos de seda de custureiros italianos, pavoneando-se em automóveis topo de gama e construindo sumptuosas moradias (não há quem lhes faça uma auditoria aos proventos) enquanto a classe média desaparece e os pobres ficam cada vez mais pobres para vergonha da Europa cujos milhões desbaratamos à tripa forra.

Por isso, o meu comentário: «olhem para o que eu digo (está tudo às mil maravilhas) e não olhem para o que eu faço (as vergonhas que se sabem)»... e continuem a ser «inteligentes» e a votar PS.

Queres que te explique mais detalhadamente?

Maria do Carmo Cruz disse...

Pronto, Jorge, já percebi. É que "quem não faz, não cuida"! E eu nem me lembro deste "fartar vilanagem" que por aí anda. Mas ando de cabeça erguida, o que me satisfaz qb. Por falar nisso, ando de cabeça erguida mas de costas um pouco curvadas... E todo o mundo se juntou para me pregar sermões. Agora até o fisioterapeuta...
Ab. Carmo