domingo, 4 de maio de 2008

FILHOS

Filhos! Que coisa extraordinária! Permitam-me que fale apenas do ponto de vista feminino. Somos Mães porque temos Filhos e isso traz-nos qualquer coisa de divino. Sentir crescer aquele ser dentro de nós, senti-lo mover-se pela primeira vez, sonhar com ele antes de ele nascer, falar com ele… E depois, aquele momento em que o vemos pela primeira vez: como ele nos parece maravilhoso, o mais belo do mundo! Começamos a sonhar por ele, para ele e com ele e essa tarefa nunca mais nos abandona até ao fim, julgo eu.
Tive a felicidade de ter sentido por três vezes estas emoções, que depois se multiplicam nos Netos, numa cadeia de Afectos que nunca mais finda. Por favor, deixem-me ser agora um pouco prosaica e dizer que não tenho dúvidas de que há mulheres que dão à luz e não são Mães. E outras que nunca sentiram um ser vivo no seu ventre e o são. Mas nem por isso devemos descrer de que não há Amor mais incondicional do que o materno.
Ouso dizer que não amo os meus três filhos de igual maneira, porque eles são diferentes e cada um é cada um. Mas se houvesse balança para pesar o Amor, sei que ela ficaria equilibrada, sem um grama de diferença.
Depois, maravilhosamente, Deus deu-me a possibilidade de ter filhos do coração. De todos os tamanhos e idades. Quase em todos os continentes. E também eles me suscitam este sentimento de realização plena. Por todas as Mães, com todas as Mães, Obrigada, Senhor!

5 comentários:

EMD disse...

Hoje é um dia particularmente difícil para mim. É o primeiro que vou passar sem a presença física da minha mãe. É um dia que aviva mais a dor de perder um filho por nascer, no dia da mãe.
Mas a vida tira e dá. E hoje fui despertando, lentamente, com um restolhar de folhas, embrulhos e laços do meu filho do coração, que acabou acordando-me com uma grande beijoca e um abraço apertadinho. Hoje é, portanto, um dia de conciliação de sentimentos muito contraditórios. Mas é disso que também somos feitos, nós humanos.
Parabéns, Carmo, por esse coração enorme onde cabem todos e cada um dos seus filhos.

Fátima André disse...

Aqui está um post envolto num turbilhão de afectos de fazer inveja a qualquer ser humano. Parabéns pela dupla experiência de maternidade.
Postei um pequeno vídeo no Revisitar a Educação que também é para si.
Tenha um bom dia da Mãe :)
Um beijinho.

Maria do Carmo Cruz disse...

Elsa, sabes como se fazem as laçadas do crochet, não sabe? Pois junta as duas laçadas, a que a tua Mãe te deixou e a que depois criaste. E vai aumentando as laçadas. No fim, terás uma renda bonita.
Fátima, obrigada por tudo. Beijos

Raul Martins disse...

Apareci, li, fiquei enternecido.Não consegui dizer nada.
Voltei, mais enternecido fiquei com a partilha da Elsa.

"...não amo os meus três filhos de igual maneira...".

Eu também penso assim, Carmo... e o importante é que na balança do amor ela fique equilibrada. Hoje mais para um, amanhã mais para outro... porque há motivos que nos levam a isso.

Mas fica para as mães este dia; e para as mães partilharem os seus sentimentos que este coração de filho não aguenta a ler (e parece que vos ouço)o que vocês escrevem. Não quero ler mais nada em sítio algum porque não dá... percebem, não é? Talvez daqui a uns dias revisite estes espaços e medite com menos coração as palavras que se forem escrevendo.

Só voltarei aqui para espreitar a foto do Carlos (já que o Rui já cá está; o seu e o outro adoptado - que coração de mãe é este que demonstra tanta generosidade! Graças a Deus que o mundo ainda tem muitas CARMOS) de quando ele era bébé - e também da sua filha, Carmo.

E Fátima, já te visitei hoje... e aceito a mensagem porque é dia da mãe e pronto.

Um sorriso para todas vós.

Teresa Rita disse...

Olá à Carmo e a todas as mães neste dia. Eu tenho três filhas lindas e um amor diferente por cada uma, mas igualmente significante. Não sabia que a Carmo tem filhos adoptados ou do coração. Vou contar apenas uma pequena história invulgar relacionada com isto. Tenho uma colega, também professora, que criou dois cunhados (o marido tem uns quantos irmãos bastante mais novos e uma família com algumas dificuldades económicas)e pouco depois nasceram-lhe três filhos. Ela já tinha 44 anos quando teve o último. Podemos dizer que é uma super mãe ou alguém de grande generosidade. Não posso também esquecer neste dia, que é de grande alegria e emoção para nós mulheres e mães, que existem muitas outras como a minha irmã Luísa, educadora de infância, que adorava ter e nunca conseguiu ter filhos. Para essas vai também o meu pensamento e carinho hoje, dia da Mãe.