segunda-feira, 2 de junho de 2008

Foi mais ou menos assim...




O que é preciso é imaginação...
Como não consigo descrever bem o que me aconteceu, socorro-me de uma imagem sugestiva e da vossa imaginação. Reparem, há oito dias, de manhã cedo, andava eu qual a ninfa de cima, mas com o corpo de Avó da esquerda. Uns minutos após ter trocado de pezinho, com a diáfana delicadeza que imaginam, aproximou-se aquela vaga mais escura que se vê ao fundo. Quando lhe quis fugir, deixei de ser outra vez aquela sílfide e passei à reencarnação Avó Pirueta. Com o resultado que conhecem. Portanto, não admira que tenha aquele ar infeliz na foto da esquerda... Uma coisa vos posso garantir: apesar do ar ensimesmado da foto da direita, naquele momento eu era mesmo 50 anos mais nova e recordava os meus primeiros tempos de namoro.

9 comentários:

BC disse...

Bom diaaa!
O pé partido tinha sido escusado, e foi muito aborrecido.
Mas as recordações...
Qual ninfa, vestida de branco banhando-se nas águas do mar, com brancas ondas e o som da gaivotas...
Que melhor quadro para ser emoldurado
Beijinhos

Anabela Magalhães disse...

Lindo, lindo! O post está lindo. Pena que a história tenha mesmo acontecido!!!
As melhoras... ah, o aspecto é óoooptimo!!
Bjs

ematejoca disse...

A avó pirueta é mais bela do que todas as ninfas do mundo. Ela tem: carisma, imaginacao, humor e muito, muito mais...
Sei que estudou germanicas, entao posso continuar a escrever em alemao.
Escolhi, realmente, a Rommy e a Marilyn por terem sido duas mulheres famosas, ricas, bonitas ... e muito infelizes.
Bem, eu gosto de cinema (apesar de nao ter ido ao cinema à quase dois anos). Amanha, por exemplo, vou escrever sobre o Tony Curtis. Tenho uma amiga que o adora, até já dancou com ele em New York, e ele amanha faz anos.
Os temas do meu blogue sao como eu superficiais.
Eu sou como uma borboleta. Vou mudar um pouco o meu pensamento da borboleta e escreve-lo em ingles.
Butterfly, mas sem Madame!
Um grande beijo, Carmo, fico tao contente com as suas notícias-

Raul Martins disse...

Com ese largo sorriso quem estaria deste lado da máquina fotográfica? E não foi preciso muita imaginação: todos nós. Por isso esse sorriso imenso. E não é imaginação, é a verdade. Estamos todos deste lado a olhar para si.
E vai um grande beijinho pelas lindas palavras deixou, ontem, no "nosso mundo". E cuidadinho, muito cuidadinho com esse pézinho!

besbertocharrua disse...

ó nhávó pirueta ca tá assim tão vestoza e com ár munte radiozo ca nha maria axôu ca tá melhore.
dagente vái um raminho dalecrim.

RENARD disse...

Olá "Avó"

Realmente achei o post engraçado. Suspeito que a ninfa que descreve na imagem em cima ficará a anos luz da sua beleza. Digo isto porque a acho muito distinta e com uma car carinhosa e querida, Uma cara de avó! Há cara mais linda?
As melhoras

Beijinhos grandes

Maria do Carmo Cruz disse...

Como se diz aqui nesta minha terra (eu sou do lugar onde sou feliz), vou responder para os todos:
Primeiro, eu não sou nem nunca fui aquela ninfa, mas já fui assim, muito bem feitinha... E isso ninguém mo tira!
Depois, o Raul acertou, porque embora este meu sorriso meio torto seja mais ou menos um dos meus "santo-senha", este sorriso era mesmo especial: para os filhos, primeiro, a quem foi logo mandado e para a minha Caixinha de Afectos todinha.
Agora, uma informação: vocês acreditam que uma pessoa fracture os dois malelos, mais a extremidade do peróneo, fique com o pé a 90 graus relativamente à perna, seja operada durante hora e meia com anestesia regional, passe esse tempo todo na risota com a equipa cirúrgica, com uma pulsão uniforme de 64, tensão arterial 8/12 e que até hoje não tenha sentido uma dor? Por onde anda a minha dor? Alguém a está a sofrer por mim e não é justo!
Isabel, o pé partido não foi escusado nada. Se soubesses o miminho que eu recebo até tu tinhas vontade de partir um pé, assim, romanticamente, nas salsas ondas do mar! E eu tinha tanta coisa para escrever, tantos materiais para preparar, nunca mais arranjava tempo, agora é uma beleza! Que remédio! E depois, ver os resultados do nosso trabalho (é ver quem "humaniza" mais os cuidados que me prodigalizam!) é muito bom.
Sabem uma coisa? Eu não mereço tanta coisa que a vida me dá. Até este pé partido é Graça... Renard, também precisas de óculos. Como a Teresa de Longe... Cumpadres Besberto e Nhora Maria, munte obrigada. Mas ê parece-me m'amim que nunca tive melhor..
Gosto e vocês. Um beijo da Avó Pirueta. Mesmo pró cumpadre. Que dianho, cumpadres son cumpadres, e isto sem maliça nenhuma, claro

Fátima André disse...

Carmo, minha querida, só mesmo uma fé muito grande alimenta esta boa disposição, da imagem, do que escreve e sobretudo do que vive.
Obrigada por este sumo vitaminado logo pela manhã :)
Um grande beijinho

Licas disse...

Muito Bom Dia Maria do Carmo!
O sol entra pela minha janela e imaginei-a envolta naquelas ondas magníficas. Este ano ainda não as experimentei. Fá-lo-ei, se Deus quiser a partir do dia 15.

Muito obrigada pelo seu conselho!

A história do Zé e do Zeca, não só é verdadeira, como faz parte das nossas vidas. O José é o meu marido e obviamente a mulher dele sou eu.

Realmente o Zeca é o símbolo de uma infância, de uma juventude e de um declínio. Agora a roda voltou a girar e está outra vez no princípio.

Eu e o José, vivemos intensamente os nossos 39 anos de casados, mais os 5 de namoro, mas sempre, ou pelo menos até há 3 anos atrás, intimamente ligados às famílias de ambos, aos seus desejos e fantasias.

Aos poucos, e foram onze anos de sofrimento para eles e para nós que os tratávamos, foram envelhecendo, adoecendo e... e... até que aos pouquinhos nos deixaram. Eram cinco os nossos velhinhos!

Que falta nos fizeram!
Tínhamos desaprendido de viver, tal a intensidade com que presenciámos e interagimos com o sofrimento, a morte e a dor da separação, durante aqueles 11 anos.

Não havia tempo sequer para nós!
Mas o Amor que nos une e que se alargou ao nosso filho, esteve sempre presente e tem-nos ajudado a recuperar.

Jamais seremos os mesmos, mas com a enorme força interior, aos poucos vamos dando a volta.
Hoje temos também o João e o Francisco que são a nossa luz, não tão intensa como gostaríamos, mas... os feitios não são todos iguais e repito o que já disse: Agradecemos a Deus o pouco que temos e esquecemo-nos do que poderíamos ter.

De uma forma diferente da sua, também nos dedicamos aos mais desfavorecidos - Aos Sem-Abrigo-

O meu marido é o presidente da única Instituição do país que além de lhes dar apoio material constante há 127 anos, 365 dias por ano, ainda procura reinseri-los na sociedade.

É uma obra muito interessante, pelos resultados que apresenta.

Saiu há pouco um livro: "Vidas à Parte", que se gostar de ler para saber um pouco mais desta problemática, terei gosto em enviar-lho e se um dia por cá, quiser visitar a Instituição, acompamnhá-la-ei com prazer.

No meu blog há um link para o site da Instituição. Pode dar uma vista de olhos ...

A nossa conversa vai longa, mas não devo pesar mais os seus 15 anos e sobretudo o seu pé partido

Que Deus a proteja e continue a dar-lhe essa força e paz interior.
As melhoras!
Um abraço
Licas